9ºAno - Resumos para o 2º Teste

Forças e os seus efeitos

Uma força é toda a causa capaz de alterar o estado de repouso ou de movimento de um corpo, ou ainda de lhe causar deformações. É uma grandeza vectorial e uma manifestação de energia.





Resultante de um sistema de forças

Chama-se força resultante à força que por si só substitui todas as forças que actuam num corpo. Corresponde à soma de todas as forças.


Como se somam forças?

1. Começas por representar um dos vectores.
2. Depois, na extremidade do primeiro vector, inicias a representação do segundo.
3. Finalmente, unes a origem do primeiro vector com a extremidade do segundo, para obteres o vector soma.

A intensidade da força resultante calcula-se de diferentes formas:


1. Forças com a mesma direcção e sentido

Quando as forças têm a mesma direcção e sentido, a força resultante tem a mesma direcção e sentido e a sua intensidade é igual à soma das intensidades das forças que actuam.


2. Forças com a mesma direcção e sentidos contrários


Quando as forças têm a mesma direcção e sentidos contrários, a força resultante tem a mesma direcção, sentido da força de maior intensidade e a sua intensidade corresponde à diferença das intensidades das forças que actuam.



3. Forças com direcções perpendiculares






Quando as forças têm direcções perpendiculares, a direcção da força resultante é oblíqua à direcção das forças componentes do sistema, e obtém-se por aplicação da regra do paralelogramo ou da regra do triângulo de Stévin. A sua intensidade calcula-se pelo teorema de Pitágoras.


1ª lei de Newton (Lei da Inércia)


Inércia: Por si só, um corpo não é capaz de alterar o seu estado de repouso ou de movimento rectilíneo e uniforme. A inércia de um corpo é uma medida da oposição que o corpo oferece às alterações do estado de repouso e de movimento a que fica submetido. Um corpo em movimento rectilíneo e uniforme tende a continuar em movimento rectilíneo e uniforme; um corpo em repouso tende a continuar em repouso.


1ª lei de Newton: Qualquer corpo permanece no estado de repouso ou de movimento rectilíneo uniforme se a resultante das forças que actuam sobre esse corpo for nula.

- A massa de um corpo é uma medida da inércia desse corpo.
- Quanto maior for a massa do corpo, maior vai ser a sua inércia, mais difícil se torna alterar a sua velocidade.

2ª Lei de Newton ou Lei Fundamental da Dinâmica


Lei Fundamental da Dinâmica ou 2ª Lei de Newton: A força resultante do conjunto das forças que actuam num corpo é directamente proporcional à massa do corpo e à aceleração adquirida por este. A aceleração tem a mesma direcção e o sentido da resultante de forças.



A aceleração que o corpo adquire, depende de duas variáveis:

- da resultante das forças aplicadas no corpo.
- da massa do corpo.
- Para a mesma intensidade de força resultante, quanto maior for a massa do corpo, menor será o valor da aceleração por ele adquirida.
- Para uma mesma massa, quanto maior for a intensidade da força resultante aplicada no corpo, maior será o valor da aceleração por ele adquirida.



Força de colisão


É a força que o obstáculo exerce no veículo durante a colisão. É esta força que faz a velocidade passar do valor inicial, que tinha no inicio da colisão para o valor final que é zero.
A intensidade da força de colisão calcula-se por:


A intensidade da força de colisão é tanto maior quanto:

- maior for a massa do veículo;
- maior for a velocidade do veículo no momento da colisão;
- menor for o tempo da colisão.


3ª Lei de Newton (Lei da Acção-Reacção)


Lei da Acção-Reacção: Se um corpo A aplicar uma força sobre um corpo B, receberá deste uma força da mesma intensidade, mesma direcção e sentido oposto à força que aplicou em B. Estas forças estão aplicadas em corpos diferentes.





Forças de atrito


Considera um bloco em movimento sobre uma mesa.

Quais são as forças que estão a actuar no bloco?


são forças de contacto que se opõem ao movimento de um corpo e que resultam da interacção entre o corpo e a superfície de contacto.


A intensidade das forças de atrito depende:

- da massa do corpo (quanto maior for a massa do corpo maior será a intensidade da força de atrito);
- da natureza das superfícies em contacto (quanto mais rugosas forem as superfícies de contacto mais intensa será a força de atrito);
- não depende da área da superfície em contacto.

* As forças de atrito existem quando os corpos se movem não só sobre uma superfície sólida, mas também, no ar e nos líquidos.


* Para uma mesma situação, a força de atrito de escorregamento é sempre maior do que a força de atrito de rolamento.


* Embora o atrito seja “contra o movimento”, existem situações em que ele é prejudicial (para as dobradiças das portas, para o vaivém penetrar na atmosfera terrestre, etc.) e outras que em é útil (para caminharmos com segurança no dia-a-dia e na prática de desporto, para as rodas dos automóveis rodarem e não deslizarem, para acender um fósforo, etc.)

* Podemos reduzir o atrito, substituindo o atrito de deslizamento pelo atrito de rolamento, utilizando lubrificantes, alcatroando as estradas, etc….



Momento de uma força


Momento de uma força : é uma grandeza física vectorial que informa acerca do efeito rotativo de uma força.

Quanto maior for o momento de uma força, maior é o seu efeito rotativo.



O valor do momento de uma força depende da:


- intensidade da força exercida (quanto maior for a intensidade da força exercida, maior é o efeito rotativo logo maior é o valor do momento de uma força);

- distância entre a linha de acção da força e um ponto ou eixo em relação ao qual o sistema roda, medida na perpendicular (quanto mais longe do eixo de rotação se aplicar a força, maior será o efeito rotativo da força e consequentemente, maior será o valor do momento da força);


- do ângulo da linha de acção da força em relação ao eixo de rotação (o efeito rotativo de uma força é máximo quando a força actua perpendicularmente ao eixo de rotação).


Caso particular do balancé

1ºcaso: Forças que originam efeitos rotativos em sentidos contrários



Se o balancé está em equilíbrio, é porque o efeito rotativo de um lado é igual ao efeito rotativo do outro lado, ou seja,

Assim,


O momento resultante obtém-se pela subtracção das intensidades dos momentos das forças.



Conclusão:

O sistema está em equilíbrio porque os momentos em cada um dos lados da tábua são iguais e, como estão a actuar em sentidos de rotação opostos (cada uma induz a tábua a girar para um sentido diferente), os momentos anulam-se.


2ºcaso: Forças que originam efeitos rotativos no mesmo sentido


Quando uma das forças que actuam no sistema produz um efeito rotativo de sentido contrário ao efeito produzido pela outra, a intensidade do momento resultante do sistema obtém-se, subtraindo as intensidades dos momentos de cada uma das forças componentes.





Na situação (i) as forças actuam com o efeito rotativo no mesmo sentido, no sistema.

Para a situação (i):


Quando as forças que actuam no sistema contribuem para que este rode num único sentido, a intensidade dos momentos das forças somam-se.




Na situação (i) + (ii), há efeitos rotativos gerados em sentidos opostos, mas como o sistema está numa situação de equilíbrio, o momento resultante é zero.

Binário


Binário: é um sistema constituído por duas forças com a mesma intensidade, direcções paralelas, sentidos opostos e as suas linhas de acção devem estar sempre separadas de uma distância d.

Exemplos: Abrir / fechar uma torneira; abrir / fechar um frasco; rodar um volante


Como calcular o momento de um binário?


O momento do binário é a soma do momento de cada uma das forças que o constituem.





Uma vez que as forças que constituem um binário têm sempre intensidades iguais e estão separadas por uma igual distância em relação ao ponto de rotação do sistema, podemos dizer que:





- Para a mesma intensidade das forças que constituem o binário, quanto maior for a distância entre as suas linhas de acção, maior é o efeito rotativo do binário.


Pressão







Significado físico de 1 Pa: é a pressão que uma força de intensidade 1N exerce sobre uma superfície de um metro quadrado.


Outra unidade de pressão:




Impulsão


Peso real: corresponde ao peso do corpo medido no ar.


Peso aparente: corresponde ao peso do corpo, quando o corpo se encontra mergulhado num fluído. Nestas circunstâncias, o corpo aparenta ter uma intensidade do peso inferior ao valor medido no ar.



Qualquer corpo colocado no interior de um fluido (líquido ou gasoso) fica submetido à acção de duas forças verticais, mas de sentidos contrários:







Lei de Arquimedes: Qualquer corpo mergulhado, total ou parcialmente, num fluído (líquido ou gás), fica sujeito a uma força vertical, dirigida de baixo para cima e cuja intensidade é igual ao valor do peso do volume do fluído deslocado.


O valor da impulsão de um fluido pode ser determinado:

- pela diferença entre os valores do peso real do corpo, Preal, e do peso aparente, Paparente :


- pelo valor do peso do volume do fluído deslocado:

A intensidade da força de impulsão depende :

- do volume do corpo (quanto maior for o volume do corpo, maior será o valor da força de impulsão);


- da massa volúmica do fluido (quanto maior for a massa volúmica do fluido, maior será o valor da força de impulsão);


- não depende do peso do corpo.

15 comentários:

Anónimo disse...

Esta matéria foi altamente

LOOOOOl

Parabéns setôra Joana

Ass: André (9º D)

!!!!!

Anónimo disse...

Obrigada pelos belos resumos que fazem da matéria, storas (:*

Anónimo disse...

agora estou a estudar por aqui mas preferia que tivesse à mais tempo mas mesmo assim obrigado

catarina 7ºC

Anónimo disse...

Obrigada!
Estes resumos ajudam-nos muito a estudar.

Ana Sofia 7ºC disse...

Este resumo ajudou-me bastante a estudar para o teste.
Obrigada

Anónimo disse...

Se este bolg nao existe se eu nao teria estas notas muito obrigada!

Ines S. 7ºC

Anónimo disse...

ta mais ou menos ainda faltam ai coisas sobre implusâo ex: I= m x g

Anónimo disse...

Parabéns pelo site!!! Gostei muito da maneira como apresentaram a matéria!!!

Ana disse...

espero que todos saibam a matéria!!!!!!!!!!!!!!!!!
Com um resumo destes!!!;:p

Anónimo disse...

gostei muito deste resumo
muito fixe
vai-me safar

rodrigo disse...

tgostei e tou a estudar pelos os resumos

rodrigo disse...

tgostei e tou a estudar pelos os resumos

Sofia 9ºC disse...

Estes reumos facilitam-nos bastante o estudo!! Obrigada

Alexandre disse...

A força de atrito opõe-se ao movimento?

Então e nós andamos porquê? Porque o atrito opõem-se ao nosso movimento?

Disparate...

Outro disparate é a força de atrito depender da massa... Quer dizer, se um corpo tiver uma massa menor mas, por exemplo, uma força aplicada de cima para baixo tem sobre ele aplicada uma força de atrito menor? E se tivermos corpos em contacto com uma superfície vertical?

Unknown disse...

Ó Alexandre, pense bem... o atrito opõe-se de facto ao movimento, é óbvio. No exemplo que dá, de nós nos deslocar-mos, é ainda mais evidente, senão veja: ao fazer-mos força com o pé no chão, para avançar-mos, se não houvesse atrito o pé deslizava e não conseguíamos andar (como se estivéssemos a andar sobre gelo liso), portanto o atrito aqui opõe-se ao movimento do pé (é ele que está em contacto com o chão, não o resto do corpo que se desloca), e como tal é também um exemplo de que o atrito pode ser útil.
Sobre o "disparate" da força de atrito depender da massa, reflicta: Numa parede, o corpo não está a fazer força na sua superfície, porque o vector representante do seu peso está na vertical (força da gravidade), logo não há atrito, e esse corpo pode ter a massa que tiver que o resultado é o mesmo. Se pensar numa superfície horizontal, o peso do corpo está a fazer pressão total sobre ela, e quanto maior for a sua massa, maior é o atrito, ou não será? Experimente empurrar um tijolo sobre o chão e depois uma palete de tijolos.